O Menino e o Disco Voador em Penalva-MA

Aconteceu em abril de 1978. O menino Luis Carlos Serra, estudante da sétima série, apanhando frutas próximo ao Bacurau é raptado por um disco voador. Ao voltar do passeio misterioso ele não fala, não come e mostra-se indiferente. Aos seus familiares, escreve que foi levado por um aparelho e teve até alguns dentes arrancados pelo OVNI.
Transcrevemos abaixo a reportagem do matutino de São Luis “O Jornal”, edição n°. 305, de 04 de abril de 1978. “Luís Carlos Serra”, ao lado da reportagem, de sua mãe Maria Domingas Serra (viúva), médicos e funcionários do hospital, repetiu a mesma narrativa que vinha contando por escrito durante o tempo em que passou sem fala.
Disse ele que se encontrava apanhando frutas, por volta do meio dia, quando foi surpreendido por um forte clarão vermelho que o puxou para o inferior de um estranho aparelho, em forma de pilão.
Que as pessoas (eram três), que estiveram com ele durante todo o tempo em que permaneceu acordado (muito pequeno, pois grande parte dos três dias esteve desfalecido) tinham pouco mais de um metro de altura, vestiam roupas metálicas com botas e luvas de borracha, falavam numa língua que ele nunca conseguiu entender e não mostraram sua verdadeira face (tinham permanentemente um capacete de metal sobre a cabeça com visor de vidro opaco que lhes cobria todo o rosto). Aconteceu em abril de 1978,  não em março como foi narrado no vídeo abaixo.

Para desmaiá-lo eles lhe deram para beber um líquido amarelo sem gosto definido e o mantiveram durante todo tempo sentado numa cadeira de metal semelhante, no desenho, à cadeira de dentista.
Logo que chegaram num local estranho (parecia uma ilha onde não havia ninguém, aparentemente) foi colocado numa mesa de pedra, pela descrição parecendo retangular, onde novamente desfaleceu.
Só voltou a ter consciência de sua pessoa já em Penalva, embora sutilmente quando foi mandado de volta a terra exatamente no local onde foi encontrado e socorrido pelo pai de Byll do Arrocha, o pescador senhor José Ribamar dos Santos hoje com 90 anos Bento vividos “Capucho”, tendo sentido dores nos dentes (resultado da extração). Em São Luís a junta de odontólogos que examinou o jovem raptado evidenciou que houve uma tentativa de extração dos dentes molares, no entanto as raizes (pelo exame radiográfico), estavam perfeitamente evidenciadas.
“Também examinamos Luís Carlos (antes de sua viagem para São Luís) e de estranho na cavidade bucal só a região do 1° molar superior sugerindo uma cicatrização. Com um explorador odontológico também notamos a presença das raízes dentárias.” disse o odontológo penalvense Dr. Raimundo Balby

Conclusão desta fantástica estória:os ETs eram péssimos em Odontologia? Dentistas práticos?

Mito ou verdade?
Acredite… se quiser !

Obs: Fomos Informados de que o Luís Carlos, atualmente se encontra residindo no Estado do Amapá – Macapá Brasil.

 

Reeditado do Livro ” Nos Tempos do Cine Trianon ” no qual eu tive a alegria e satisfação de escrever o prefácio de autoria do meu parente  Dr.Raimundo Balby.

 

Francisco Cunha, Intendente e Prefeito de Penalva

Francisco Cunha ao meio. / Lado direito  Albertina (Bebé) / Lado esquerdo, Raimunda (Didi ou Didita).

 Francisco Cunha nasceu em Viana, cidade coirmã da baixada Maranhense e faleceu em Penalva. Foi casado com Maria Amélia Neves Cunha, com a qual teve quatro filhos:
Didi Cunha, casada com Augusto Pinto Leis; Bebé, casada com Nestor Balby; João Pedro Neves da cunha (João Cunha), casado com Ezilda Mendonça Balby Cunha e Maria de Lourdes (Zizina) que faleceu aos 15 anos idade.

Francisco Cunha na sua juventude já demonstrava interesse pelas artes, costumava fazer decorações natalinas em residências de amigos, era artesão, pois, fazia desenhos e esculpia nas tampas de maletas, fazia desenhos para servirem de detalhes nas selas da sapataria de Nestor Balby, pois, era designer gráfico, foi tipógrafo do Diário Oficial na Secretaria do Estado na capital, foi nomeado Interventor de Penalva em 1938 por Paulo Ramos e, nessa condição, empreendeu algumas obras relevantes, como por exemplo, a construção de cemitério, e mercado público. Na sua época, Cunha foi um visionário, prevendo a devastação futura do Formoso delimitou uma imensa área para servir de reserva florestal do município.Contam os mais antigos de que um certo índio de nome Humaity tratou de destruir parte desta reserva por não concordar com Francisco Cunha.E foi Durante o governo de Estevão Travassos a partir de 1948, com a sua morte em pleno mandato em 1949, Josias Silva vice renunciou e Francisco Cunha presidente da Câmara, assumiu tornando-se prefeito.E no dia 31 de janeiro de 1951, Francisco Cunha passou o cargo para o novo prefeito eleito – Wilson Marques.Francisco Cunha  era irmão de Josias Cunha, cirurgião dentista, que foi deputado constituinte em 1935.Em homenagem ao ex-prefeito e Intendente de Penalva – existe a rua Francisco Cunha.

Câmara Municipal de Penalva Aprova Projeto de Lei em Favor da cultura Local

.Foi com grande expectativa a sessão da Câmara Municipal, quinta-feira( 4/9), cuja galeria ficou completamente lotada por representantes da cultura, quando os Edis do parlamento penalvense aprovaram por unanimidade o Projeto de Lei N°. O22/2O25, da vereadora Jeane da Pesca que dispõe sobre a inserção no calendário festivo do município apresentação dos artistas ou grupos coletivos da nossa cultura. A representante do Conselho Municipal de Cultura, Luci Moraes, artista plástica, artesã, poetisa e designer de modas, ao sentir que a cultura tradicional vem perdendo espaço, resolveu mobilizar os fazedores de cultura de todas as vertentes culturais,tais como: bumba meu boi, sotaque da baixada e orquestra, grupos de caixeiras do Divino Espírito Santo e Bambaê, grupos de tambores de Crioula, Povos de Terreiro, Bailes de São Gonçalo e orquestras, reunindo também os cantores da terra."Todos com as mesmas reivindicações, resolvemos unir as forças culturais em prol de um único objetivo - a valorização da cultura da nossa amada Penalva", disse Luci Moraes. Agora, depois da sanção do executivo, será lei obrigatória à participação dos fazedores de cultura, em shows, eventos que o município promover, inclusive com o cachê após a realização do evento, quando de cada apresentação. "A nossa cultura é muito diversificada e forte, não precisa esperar ano a ano para ser valorizada, agora com essa aprovação avançamos muito, para o fortalecimento e preservação da cultura local, a qual precisa ainda mais de mais incentivo por meio de políticas públicas voltadas para as nossos manifestações da cultura popular, disse a Presidente da Câmara, Luana Alves de Morais, conhecida carinhosamente pelo povo como Luana da Colônia Z-23.

A Câmara Municipal de Penalva, na Baixada Maranhense se reuniu no Plenário João Fonseca, quinta-feira ( 4/9), cuja galeria ficou completamente lotada por representantes da cultura, quando os edis do parlamento penalvense aprovaram por unanimidade o Projeto de Lei N°. O22/2O25, da vereadora Jeane da Pesca que dispõe sobre a inserção no calendário festivo do município, para contratação de artistas e grupos coletivos da nossa cultura.
A representante do Conselho Municipal de Cultura, Luci Moraes, artista plástica, artesã, poetisa e designer de modas, ao sentir que a cultura tradicional vem perdendo espaço, resolveu mobilizar os fazedores de cultura de todas as vertentes culturais,tais como: bumba meu boi, sotaque da baixada e orquestra, grupos de caixeiras do Divino Espírito Santo,  Bambaê , grupos de tambores de Crioula, Povos de Terreiro, Bailes de São Gonçalo e  Bandas de Orquestras reunindo também os cantores da terra.”Todos com as mesmas reivindicações, resolvemos unir as forças culturais em prol de um único objetivo – a valorização da cultura da nossa amada Penalva”, disse Luci Moraes.
Agora, depois da sanção do executivo, será lei obrigatória à contratação dos fazedores de cultura, em shows, eventos que o município promover, inclusive com o cachê após a realização do evento, quando de cada apresentação.

“A nossa cultura é muito diversificada e forte, não precisa esperar ano a ano para ser valorizada, agora, com essa aprovação avançaremos muito, para o fortalecimento e preservação da cultura local, a qual precisa ainda mais de incentivos por meio de políticas públicas voltadas para as nossos manifestações da cultura popular, estaremos à disposição de todos para o bem e engrandecimento da nossa cidade, disse a Presidente da Câmara, Luana Alves de Morais, conhecida carinhosamente pelo povo como Luana da Colônia.

A Professora Bonifácia Travassos Oliveira

Professora Bonifácia Travassos Oliveira

A Professora Bonifácia Travassos Oliveira, nasceu em Penalva no dia O4/O2/1918, faleceu  em 22/O7/2022, filha de Narcílio Travassos e Raimunda Simas Travassos. Casou-se com Francisco de Assis Oliveira, com  quem teve os seguintes filhos: José Bonifácio Travassos Oliveira, Francisco Travassos Oliveira,Maria de Jesus Travassos Oliveira e Maria do Socorro Oliveira Saldanha. Foi uma exímia professora do Grupo Escolar Dr.José Joaquim Marques, escola de maior tradição em Penalva, na Baixada Maranhense, foi educadora de várias gerações, inclusive dona Bonifácia Travassos Oliveira,  foi minha professora no ensino primário – como na época era chamado.Fiz até o 5`. ano e depois  desse período fui submetido a um exame de admissão para ingressar no Ginásio Celso Magalhães. Lembro do tema do ditado que foi “À Decisão”, tirei nota nove, a professora ditava e o aluno escrevia para um determinado dia marcado saber do resultado, era muita adrenalina e  expectativa.

Foto:
Anselmo Mendes

Foto: Netinho Lopes Martins

Entretanto, o que muita gente não sabe é que o verdadeiro nome da professora homenageada pelo  Farol do Saber no centro da cidade – é Professora Bonifácia Travassos Oliveira, o seu nome batismal.

 

Carlos Alberto de Sá Barros, Um Grande Penalvense

 

Cabeh

Carlos Alberto de Sá Barros, nasceu em Penalva no dia 17 de novembro de 1947,  faleceu em 26 de setembro de 2004, em São Luís-MA, aos 57 anos, filho de Ernane Sagadilha de Barros e Cornélia de Sá Barros. Seus primeiros aprendizados foram em Penalva no Instituto São José de Penalva, até quando teve que partir para a capital do Estado para continuar os seus estudos, como acontecia com vários penalvenses de sua época. Estudou na antiga Escola Técnica Federal do Maranhão,na UFMA, onde formou-se em Desenho Industrial, trabalhou na Oleama, na Rádio Educadora, foi diretor da Rádio Universidade FM e chefe do Departamento de Artes da Universidade Federal do MA , da qual foi também professor. Com a colaboração do prefeito Lourival Gama, fundou a primeira rádio penalvense – Tarumă FM -87,9Mhz em 28 de setembro de 1996.

Cabé na Rádio Tarumã -FM na Ponta do Abelin ( popular Abelinho) onde tudo começou, fui para a rádio a convite de Sá Barros.

Obras Principais:

Elementos Para a Reconstituição Histórica de Penalva(1985), Cantigas de Bem Querer (1994) e Terreiro Grande (1997).Foi Secretário de Educação no primeiro mandato do ex-prefeito Dr. Lourival Gama, não tendo exercido durante todo o mandato por questões pessoais e de incompatibilidades, pois, queria ser um secretário aos moldes como desejava conduzir o setor educacional do município, era um idealista, um poeta sonhador.Tinha planos de   fundar a Academia Penalvense de Letras, hoje a qual encontra-se em fase de estruturação, cujo patrono lhe foi dada à justa homenagem, como a “Casa de Carlos Alberto de Sá Barros”.

Autógrafo do livro ” Terreiro Grande” quando estávamos na Rádio Tarumã- FM.

Em 1998, fundou a ASPEC- Associação Penalvense de Cultura juntamente com vários penalvenses, radicados em São Luís, com o objetivo de valorizar a cultura penalvense, alguns anos depois tendo sido desativada e o acervo hoje encontra-se em poder do Sindicato dos Professores desta cidade em uma sala específica.

Cabé foi escritor, compositor, cantor, boêmio e seresteiro, foi ele quem teve a iniciativa de produzir o CD ” Memória do Carnaval Penalvense” , uma coletânea inesquecível de sambas dos compositores dos blocos de rua de Penalva.E todos os anos no período do carnaval o CD é  bastante ouvido. Ainda gravou dois CDs em vida e deixou um inédito gravado depois de sua morte, pela iniciativa dos amigos, com músicas de sua autoria e tinha como projeto futuro gravar mais um e também escrever um livro sobre a história de sua terra natal – ” Fundamentos da História de Penalva”.

Durante o mandato do ex-prefeito Nauro Sérgio Muniz(2005 a 2008) foi instituída a Biblioteca Carlos Alberto de Sá Barros na rua Getúlio Vargas, hoje na Praça J. J. Marques aberta diariamente à visitação para estudantes, pesquisadores e demais interessados.

Na intimidade dos penalvenses era conhecido como Cabeh, seja no bar, na esquina, na praia do Zé Martins, na cultura, em toda cidade de Penalva.Fica aqui nossa homenagem póstuma a esse grande penalvense, o qual tive o prazer de conviver, desde os seus momentos descontraídos nas suas cantigas de bem querer em momentos de lazer  , até as suas inquietações profissionais, Cabé era acima de tudo um idealista contumaz.

 

 

Referência: “Notas e Fragmentos Históricos” de Raimundo Balby

Câmara Municipal de Penalva Cria à Procuradoria Especial da Mulher e Ouvidoria

A Câmara Municipal de Penalva presidida por Luana Alves de Morais, em sua nova estrutura, criou à “Procuradoria Especial da Mulher e Ouvidoria”, como uma forma de lutar pelos direitos  das mulheres, principalmente as que encontram-se em estado de vulnerabilidade, mas que precisam ter os seus direitos constitucionais garantidos por lei que, muitas das vezes, são negados no próprio seio familiar.As ex-vereadoras Natália Rodrigues e Flávia Moreira lutaram por esse espaço defensor dos direitos igualitários da mulher.  Luana Alves de Morais, atual presidente do parlamento penalvense, colocou em votação no plenário da Câmara Municipal o Projeto de Resolução N°. OO5 / 2025, demonstrando sensibilidade ao tema e foi devidamente aprovado para implementação do tão importante projeto. A Procuradoria e Ouvidoria Legislativa será constituida de  vereadoras, designadas pela presidente, sendo uma (1) procuradora da mulher a  Jeane Pereira Santos e duas (2) adjuntas-Rosanilde de Jesus dos Santos e Luara Roberta Moraes Moreira que contarão com o suporte técnico de toda estrutura da Câmara de Vereadores. E trabalhará respaldada pelas leis no que tange a essas questões. De acordo com o artigo 16 da Lei no 13.460/2017, o prazo para responder às manifestações recebidas é de até 30 dias, que poderá ser prorrogado por mais 30, com justificativa. O principal papel é receber denúncias de violência e violação de direitos contra a mulher, bem como reclamações, elogios e sugestões, servindo como um canal de escuta para as mulheres que buscam informações e suporte em casos de violência doméstica, seja virtual, assédio ou discriminação de gênero.

Luana Alves de Morais
Presidente da Câmara Municipal de Penalva-MA.

Vale ressaltar que, quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil, de acordo com o Mapa da Segurança Pública de 2025, divulgado quarta-feira (11/8).

Conforme dados, o número de feminicídios no Brasil teve aumento de 0,69% com relação a anos anteriores.As causas do feminicídio incluem a motivação por ódio, menosprezo ou discriminação à condição de mulher, que são expressões do machismo estrutural e das relações desiguais de poder. Outras motivações podem ser o inconformismo com separação, ciúmes, ou o desejo de posse sobre a mulher, especialmente em casos de feminicídio íntimo. Fatores como normas sociais prejudiciais e estereótipos de gênero também contribuem para a ocorrência desse tipo de crime. “Estaremos viabilizando um canal para contato: (98) 989200316.

Será um caminho efetivo para dar voz às mulheres, acolher denúncias e dar suporte às políticas públicas relacionadas aos seus direitos e servir como um espaço para acolher sugestões, reclamações e denúncias de violência doméstica, psicológica ou patrimonial ou de qualquer situação discriminatória e encaminhar ao setor competente para cada situação apresentantada”, enfatizou Luana da Colônia, a qual já vem fazendo um trabalho social nos seus dois mandatos de vereadora, agora como presidente da Câmara Municipal, visa ampliar e fortalecer esse trabalho voltado para as mulheres. Continue lendo

Penalva, Intendentes, Prefeitos Eleitos e Nomeados

Missão Jesuíta – a de São José do Cajari-serviu de embrião para a vila de São José de Penalva.Ilustração : Gilberto Cotrim (História e Consciência do Brasil).


Antes mesmo de chegarmos aos fatos que fizeram e continuam fazendo a nossa história, se faz necessário recapitularmos certos acontecimentos já citados por nossos historiadores, pesquisadores, afinal, todos nós nascemos, crescemos e temos o desejo de conhecer um pouco sobre a nossa ancestralidade.

Lanchinha navegando sobre o histórico Lago Cajari

Penalva, na Baixada do Maranhão, teve sua origem com a chegada dos jesuítas no início do século XVIII que compreende aos anos (1701 a 1800). Eles se estabeleceram no sítio São Braz com o objetivo de catequizar os índios Gamelas que viviam na região do Lago Cajarí. Em 1784, o governador José Telles da Silva, viajando pelos rios Mearim e Maracu, chega até Viana. Em seguida, vai ao lugar Cajari onde estavam os Índios Gamelas domesticados. Aqui, ele fundou uma nova povoação. Essa, seria o embrião da futura vila de Penalva. Não confundir o lugar Cajari acima citado, com a atual cidade de Cajari, que passou a existir com esse nome muito tempo depois a partir de 1948.

Em 1785, os jesuitas fundadaram a Missão de São José do Cajari. O governador José Telles da Silva, após voltar da viagem na Zona do Maracu, altera o nome para São José de Penalva. Aparece aqui, pela primeira vez, o nome Penalva na história oficial, certamente atendendo um pedido do Oficial Luis de Albuquerque que, em visita ao Maranhão, passou pela região do Maracu. Penalva do Castelo em Portugal, era a cidade natal de Telles e Albuquerque; era comum colocarem nomes de vilas e cidades com nomes de terras e rios de Portugal – região de Penalva do Castelo.

Penalva minha terra querida, solo amigo que exalta tradição…

Entretanto, A história de Penalva está intimamente ligada à atuação dos jesuítas na região, que buscavam converter os indígenas e estabelecer comunidades religiosas. O sítio São Braz, onde tudo começou, foi o ponto de partida para a povoação de Penalva .
É importante ressaltar que, embora a atuação dos jesuítas tenha sido fundamental, outros grupos também contribuíram para a formação de Penalva, como as famílias Marques e Sá que foram os primeiros construtores da cidade. No entanto, a presença inicial dos jesuítas é um marco importante na história da cidade. E na parte administrativa do lugar, vamos discorrer apenas do que foi possível pesquisar e encontrar. O escritor Carlos Alberto de Sá Barros, fez uma pesquisa de fôlego  escriturada em o livro “Elementos para a Reconstituição Histórica de Penalva” mas que, por falta de dados, haja vista que muitos documentos foram perdidos, então, tornou-se impossível extrair nos muitos arquivos pesquisados, uma síntese completa da nossa história, mas deixou o primeiro passo para que outros pesquisadores possam avançar um pouco mais nas pesquisas sobre a nossa Penalva.

“Dos teus lagos e riachos a paisagem, do Lontra, do Formoso, Cajari”…

São Braz, foi o marco inicial da cidade, integrava a Freguesia Nossa Senhora da Conceição de Viana que, por força da Lei nº. 510, de 27 de julho de 1858, foi dividida com a criação da Freguesia São José de Penalva. E, tendo sido elevada à categoria de Freguesia, dois anos depois, teve a sede da matriz transferida para para o lugar conhecido por ” Boca do Lago”, a futura povoação de Penalva , através da Lei Províncial, nº. 552, de 31 de maio de 1860, por votação da Assembleia e ato do Presidente da Província do Maranhão, João Silveira de Sousa.

Primeiras contruções residênciais nas proximidades da Boca do Lago.

O Dr. José da Silva Maia, vice-presidente da Província do Maranhão, por meio da Assembleia Províncial decretou e sancionou a Lei que  elevou à categoria de vila a freguesia de São José de Penalva.
Alguns Intendentes de Penalva :
Sabe-se que os três primeiros intendentes foram:1°.- Coronel José da Serra Marques (1890), pai de José Joaquim Marques que governou o Estado do Maranhão de 1º. de março a 9 de outubro de 1918, quando morreu tragicamente (suicídio ) o penalvense que foi homenageado em Penalva com seu nome em principal praça  e escola nesse mesmo local. 2°.- Targino de Oliveira Cerveira(1891) 3°.- Antônio Marcelino da Silva Santos(1892).

A Constituição Política do Estado do Maranhão, de 1891, estabelecia em seu artigo 102, que os lugares de membros das Câmaras Municipais e Intendentes e Subtendentes, deveriam ser providos por eleição.

Rua Celso Magalhães

Em 1894 tivemos a 1ª. Câmara eleita que teve como presidente Joaquim Marques e vice Pompeu Marques.
No dia 10 de agosto de 1915, o então governador do estado concede autonomia político-administrativa a Penalva.
Outros prováveis intendentes: Francisco Ayres, Targino Pinto Leis, Antônio R. Seguis, Zuza Marques, Raimundo Melo, João Pedro Simas. Um dos últimos intendentes foi o abastado fazendeiro e dono das terras do Tramaúba – Gentil Silva, que governou de 1916 a 1918. Luis Messias Muniz de 1919 a 1921.Este começou como intendente e terminou como prefeito na era pós intendente, amparado pela nova Constituição do Estado não tendo sido reeleito.

De um povo que luta com emoção, na conquista gloriosa pela história.

A partir de 1921, pela nova Constituição do Estado, a Intendência passou a chamar-se Prefeitura e os seus administradores prefeitos por força da Lei nº. 969, de 7 de abril, de presidente, e vice do Estado (1922/1926) e de prefeitos, vereadores e deputados para o triênio (1922/1924). Foi eleito o primeiro prefeito do município de Penalva, provavelmente, o comerciante e fazendeiro Gentil de Carvalho Silva, pois, no ano de 1924, ele é citado como prefeito pelo Almanaque Laemmert. Gentil Silva ocupava também o cargo de inspetor escolar; Marcelino Mendonça era o encarregado de zelar pela linha do telégrafo; e Jacinto Barros, o agente do correio. Professores: Faustino Augusto Ferreira de Sá, Maria Rosa Martins, Cyrene Diniz Abreu Serra.
A lei Nº. 1178 de 22 de abril de 1924, marca o dia para a realização de eleições estaduais e municipais para o triênio 1925-1927 o comerciante Cláudio Sá é o prefeito eleito.

Tivemos, ainda, alguns administradores, quase todos nomeados pelo governo estadual:

Targino Pinto Leis (1912)

Gentil Silva (1916)

Luis Messias Muniz (1920)

Cláudio Sá (1925)

Caetano de Oliveira Santos (1926,)

Josias Silva (1928).

Genésio Santos ( intendente municipal).Criador do Jornal ” A Voz da Consciência”

Fábio Balby (1931).
Domingos de Carvalho (1934).

José Pinto (1936) governou 11 meses.

Luis Cardas Marques( nomeado)
Francisco Cunha (1938).
Estevam Travassos (1939).
Joaquim de Sousa Bastos (1939).
Antenor Reis Costa (1941).
Astrogildo Lima Santos(1943).

Luis Caldas Marques ( nomeado)
Raimundo da Silva Araújo (1945).
Antônio Rodrigues (1945).
Josias Silva (1945).
Antônio Rodrigues (1946).
Manoel Vitorino de Barros (1947).

Estevam Travassos foi nomeado duas vezes para administrar o nosso município, nos foi informado pelo seu neto Raimundinho Travassos, porém, não foi possível no momento destacar o ano. Sabe-se que às vezes, um administrador não comandada nem um ano completo por vontade própria ou não.

Após a queda da ditadura de Getúlio Vargas, a redemocratização do país volta com a realização de eleições em dezembro de 1947.Estevam Travassos foi eleito e assumiu em 19 de fevereiro de 1948, recebendo o cargo do prefeito  nomeado Bito Barros.E a partir daí  tivemos os seguintes prefeitos eleitos pelo povo e seus respectivos vices:

1°-  Estevam da Silva Travassos (1948),
Vice: Josias Silva.

NO GABINETE DA PREFEITURA: 1.Estevam da Silva Travassos 2.Estevam Travassos Filho 3.José Maia/Secretário Gabinete

 Estevam faleceu muito novo em pleno  exercício do cargo em 1949, o seu vice renunciou, assumiu Francisco Cunha o então presidente da Câmara. E em 31 de janeiro de 1951, Francisco Cunha passou o cargo para o novo prefeito eleito Wilson Marques.

Estevam Travassos

2°- Wilson Marques (1951),
Vice- Benedito Leite.

Wilson Marques

3°- Cavour Maciel (1956),
Vice – Walbert Muniz.

Cavour Rochandrade Maciel

4°- Aquino Mendes (1961),
Vice- José Marques.

 

Aquino Mendes

 

Aquino Mendes foto original

5°- José Marques(1966),
Vice- Mariano Vieira.

 

José Luís Marques

6°- Wilson Marques (1970),
Vice- Aquino Mendes.

Wilson Marques

7°- José Gonçalves (1973),
Vice – João Mendes.

José Duarte Gonçalves

8°- João Mendes (1977),
Vice- Marival Sá.

João Francisco Mendes

9°- José Gonçalves(1983),
Vice – João fonseca.

José Duarte Gonçalves

10°- Derze Barros(1989),
Vice- Geraldo Dominices.

Dra. Derze Barros Aos 90 anos.Nossos parabéns!

11°- Roberto Mendes (1993),
Vice – Mundico Gama.

Roberto Mendes

12°- Lourival Gama ( 1997),
Vice – Florêncio Privado.

Dr.Lourival Gama.                                        Editor Fotográfico: WILL SILVA 

13°- Lourival Gama(2001),
Vice- Maria Joaquina.

Dr.Lourival Gama

14°- Nauro Mendes (2005),
Vice- Gardênia Pereira Pinto.

Nauro Sérgio Muniz

15°- Maria José Gama (2009),
Vice- Ivaldo Castelo Branco Soares Junior.

Zeca Gama

16°- Edmilson Viegas (2013),
Vice- Marinaldo Serejo.

Edmilson Viegas

17°- Ronildo Campos (2017),
Vice-Robso Jansen.

Ronildo Campos

18°- Ronildo Campos (2021),
Vice-Robson Jansen.

Ronildo Campos

19°- Luiz Henrique Alves Guerra (2025),
Vice Pierre Teixeira.

Luiz Henrique Alves Guerra.                        Atual Prefeito de Penalva-MA

Presidente da Câmara Municipal,

Luana Alves de Morais eleita para o biênio (2025/2026).

Luana Alves de Morais ,                                 Atual Presidente da Câmara Municipal de Penalva- MA.

SOBRE PENALVA:

1785-Fundação da Missão de São José do Cajari. Pela primeira vez na história oficial, foi nesta data que aparece o nome Penalva, pois, o governador Luís Telles da Silva mudou o nome para Missão de São José de Penalva a Pedido do Oficial Luís de Albuquerque, ambos portugueses.

1854 – Chega na Freguesia de São José de Penalva, os portugueses, precursores, Pompeu da Gama Marques, Joaquim Mariano da Gama Marques, José da Serra Marques e Cláudio de Sá.

1858 – A Freguesia Nossa Senhora da Conceição de Viana foi desmembrada com a criação da  São José de Penalva, lei provincial nº. 510, de 27 de julho de 1858. Data essa, defendida pelo advogado e escritor Dr.Ivaldo Castelo Branco, como a verdadeira da fundação de Penalva, já aprovada pela Câmara Municipal podendo ser comemorada juntamente com a da emancipação.

1860- A Matriz do São Braz foi transferida para o lugar Boca Lago, local da povoação da cidade( 165 anos).

1871- A Freguesia São José de Penalva foi elevada à categoria de Vila.Lei Nº.  955  de  21 de junho de 1861.

1915 – Penalva teve a sua autonomia político – administrativa em 10 de agosto.

Penalva lendária memória, monumento natural do Maranhão.

Valioso lembrar que Penalva teve três filhos ilustres que foram deputados: J.J.Marques foi eleito aos 26 anos em 1897 nas eleições de 31 de agosto, quando Urbano Santos foi eleito governador. José Mariano Caldas Marques, o Zuza Marques, foi eleito deputado estadual em 24 de fevereiro de 1927 com 12.028 votos-o sétimo mais votado para exercer o mandato por três anos (1928 a 1930). Segundo o deputado oposicionista, Marcelino Machado, houve violências e fraudes nas eleições de Penalva.Wilson Marques foi duas vezes deputado estadual nos períodos de 1959/1962 e depois 1963 a 1967.De lá pra cá, Penalva não teve mais nenhum filho a eleger -se deputado para representar a nossa cidade na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão. O ex-prefeito Ronildo Campos colocou seu nome à uma candidatura  a deputado estadual, nas próximas eleições 2026, e com certeza terá o apoio dos penalvenses radicados na capital São Luís e em outros estados e de cidades vizinhas, por ter sido um exímio prefeito em dois mandatos, elegeu seu sucessor Guerra e desfruta de admirável prestígio  com políticos influentes em São Luís e em Brasília, pois, tem um bom perfil e merece uma cadeira  na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão para representar Penalva e a Baixada Maranhense.

 

 

Fotos: Mozão  Design
Editor fotográfico: Will Silva

Fonte: Notas e Fragmentos Históricos de Dr.Raimundo Balby

Fotos cedidas por Raimundinho Travassos (Neto de Estevam Travassos), Antônio Marques ( Fraqueza), Nauro Mendes, Aquino Neto, Dr Lourival Gama, Ronildo Campos, Guerra, Samira Trindade, Luana Alves de Morais e Sônia Barros, deixando aqui os meus sinceros agradecimentos pela amizade e consideração a mim despositada quando solicitei fotos de álbum de família. Muita gratidão!

James Cunha.

Os Sinos da Igreja da Matriz de Viana-MA

Fotos cedidas gentilmente pelo escritor e pesquisador vianense Áureo Mendonça

Os sinos da Matriz de Nossa Senhora da Conceição da cidade de Viana-MA, são um valioso monumento e patrimônio histórico da cidade homônima de Portugal Viana do Castelo.E tem um valor histórico e sentimental para a cidade dos lagos. O seu badalar ainda pode ser lembrado por milhares de vianenses,quando tocavam pela manhã e tarde, ainda anunciando o início de algum festejo, em momento fúnebre, missa, ou até mesmo de acordo com a sua tonalidade tinha o seu significado entendido pela população. Entretanto, a musicalidade dos centenários sinos, eram ouvidos em toda cidade reverberando até mesmo nos povoados mais próximos, como no Outeiro do Mocoroca em época de cheia, pela facilidade de sua propagação nas águas do lago Maracu, já que a velocidade do som na água é quatro vezes maior que no ar.E há uma crença que os badalos dos sinos eram banhados a ouro.

Igreja Nossa Senhora da Conceição Viana-MA

O bronze da Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Viana, Província do Maranhão, chegou até à “Cidade de Pedras” por meio de uma doação do bisavô do empresário e acadêmico Carlos Gaspar, o Capitão João Raimundo Pereira da Silva quem mandou fabricá-los em Lisboa na rua Augusta em Portugal no ano de 1848,  para a Catedral de Viana.Eles foram tombados como Patrimônio cultural do Maranhâo pelo Conselho Estadual de Cultura em 11 de maio de 1992, pelo então governador do Estado Edison Lobão.
Foi no ministerio de Dom Adalberto Abílio Paula da Silva, nomeado para a Diocese de Viana em 3 de abril de 1975, tendo sido a sua posse em 27 de maio do mesmo ano e sua ordenação episcopal realizou-se em 03 de agosto de 1975, com a presença do então governador Nunes Freire. Nesses idos , o citado bispo pertencia a ala conservadora, foi quando a igreja em Viana passou por um período de trevas e truculência por detrás das bastinas e das homilias , culminando com o afastamento e posterior excomunhão do Padre Eider Furtado da Silva que era da ala progressista da igreja e ferrenho defensor dos trabalhadores, inclusive dos menos favorecidos.
O novo bispo, no comando da Diocese de Viana, como se não bastasse, cometeu atrocidade para com a memória da igreja Matriz, quando fez uma desastrosa reforma, alterando as características originais da secular igreja. No final da década de 70, os dois sinos foram retirados do campanário da torre da igreja e substituidos por um par de instrumentos, pois um deles apresentava rachadura que prejudicava a sonoridade do conjunto.E devido a demora do bronze voltar ao céu de Viana, alguma coisa não queria calar!
Onde estariam os sinos da Igreja? Em 1981, durante o governo João Castelo, descobriu-se que os sinos teriam sido vendidos pela quantia de Cr$ 1.500.00( hum milhão e quinhentos mil cruzeiros) ao governo do Estado pelo então Bispo da Diocese de Viana e foi incorporado ao patrimônio do Estado do Maranhão, mas somente em 1983, foi descoberto o paradeiro dos sinos. A revolta cresceu na cidade, o padre excomungado com outros vianenses influentes conseguiram junto a TV Bandeirantes, que o sumiço dos sinos de Viana fossem denunciados em programação a nível nacional e foi inclusive a cantora vianense Dilu Melo, amiga de Heb Camargo, que nessa época pertencia a Bandeirantes, teve um papel decisivo nessa questão e a denúncia foi levada ao ar. E em poucos minutos, a produção do programa recebeu um telefonema do então governador Luiz Rocha, prometendo devolver os sinos à sua cidade de origem.O então bispo foi denunciado pelos párocos conhecedores das arbitrariedades cometidas por ele, fizeram denúncia ao Papa pela venda irregular dos sinos seculares ao governo do Estado. Seis anos depois, após uma grande repercussão e apelo dos vianenses, os sinos, enfim, no mês de junho de 1987, monsenhor Eider Furtado da Silva, anunciava a volta dos sinos para Viana e foram entregues à justiça da cidade “.

Tombados como Patrimônio Cultural do Maranhão, atualmente os sinos encontram-se em exposição pública no alto de um campanário de madeira ao lado da Catedral da Diocese de Viana ( antiga igreja Matriz), e já carecem de uma restauração, pois são um dos símbolos religiosos mais valiosos do Maranhão.

FONTE( Áureo Mendonça) : Resgate Histórico da cidade de Viana

  1. ( Áureo Mendonça) :Ruas de Pedras
  2. Fotos : Escritor e Pesquisador Áureo Mendonça, do IHGV- Instituto Histórico e Geográfico de Viana-MA.