O Ex-Prefeito José Duarte Gonçalves

José Duarte Gonçalves

José Duarte Gonçalves nasceu em São Luís no dia 20 de julho de 1931, faleceu em 27 de novembro de 1998 aos 67 anos.Chegou em Penalva no final da década de 1960 como gerente das firmas Bento Mendes Indústria e Comércio ( e da Oleama) a convite do seu amigo Jorge Mendes – filho de Bento Mendes, empresário também, foi presidente da Federação das Indústrias do Estado Maranhão. Zé Gonçalves foi Presidente da Associação Comercial de Penalva. Foi diretor de festas da primeira diretoria do Grêmio Cultural e Recreativo Penalvense em 1960, apesar do clube da elite ter sido   inaugurado em 31 de dezembro de 1959. Os convidados compareceram, homens de paletó e gravata e as mulheres com vestidos longos e luxuosos.O baile foi animado pelo músico Renato Balby e sua orquestra.

Zé  Gonçalves pelo pouco tempo que tinha chegado em Penalva, já desfrutava de admiração e logo enveredou pela política, já tendo muitos seguidores, começou como vereador e presidente da Câmara Municipal em 1972 e, posteriormente, prefeito por dois mandatos alternados em 1973-1976 e 1983-1988. Foi durante o seu governo que Penalva teve relevante progresso. Zé Gonçalves como era chamado ou  por inventores de apelidos da oposição – Zé Toalha, isto porque ao amanhecer ele costumava colocar uma toalha no seu pescoço e até despachava em sua residência dessa forma, tinha esse hábito e assim, também, frequentava bares em momentos de folga cercado de amigos. O seu partido Arena II, era cognominado de embroma e ele era tachado de forasteiro em época de campanha; já o da oposição Arena-I, era chamado de sebo, devido seus membros serem carecas, como Oziel Matos que foi presidente da Câmara 1959/1960, e o advogado provisionado Adelman Jansen. A embroma para se vingar do apelido, tirava músicas mandando comprarem sebo de carneiro para passarem na careca deles para nascer cabelo. Zé Gonçalves até a sua época, foi o melhor prefeito de Penalva.Foi responsável direto pela construção do Hospital Jesus de Nazaré, até então disputado por outro município, mas ele teve prestígio suficiente para trazer para Penalva.Mas onde construír? Não tinha um local no centro da cidade.O estádio Mariano Travassos foi o local escolhido.

Zé Gonçalves então pediu autorização para a Câmara Municipal por meio do Projeto de Lei 10/74 na Sessão de 28 de setembro de 1974 para desapropriar o estádio Mariano Travassos para contrução de um hospital. O projeto foi aprovado por unanimidade. E com os desportistas o que fazer?

Zé Gonçalves fez uma reunião com eles, explicou da necessidade alegando que não poderíamos perder o hospital e ficou combinado em mandar logo desbravar um terreno cheio de tucueiro para fazer um campo de futebol e deixou o local de chão batido para a prática do futebol, nesse local hoje temos um belo estádio mantido o mesmo nome.

Zé Gonçalves

Em janeiro de 1980, é inaugurado o hospital “Jesus de Nazaré”, com 30 leitos, doado pelo FUNRURAL e concluído graças aos esforços do então  prefeito José Duarte Gonçalves.

 A médica Lindalva Cardoso Macieira que já era da antiga maternidade na Praça de São Benedito, foi indicada como diretora do hospital. O setor de enfermagem coordenado pela competente enfermeira e parteira Dalva Moreira Rodrigues. O Dr. Raimundo Balby atuando como dentista por muitos anos.

Foto recurso IA.

Foi no governo de Zé Gonçalves que Penalva teve as principais ruas calçadas, mandou fazer um teto novo do Colégio Oliveiros Mendes, trouxe o carpinteiro famoso Cláudio Serra de Viana em 1974 por indicação de Walber Gomes, mas Cláudio Serra trabalhava para o então prefeito de Viana Walber Duailibe que cedeu o carpinteiro após o pedido de Zé Gonçalves, e após a conclusão do serviço era para ele voltar para Viana, apareceu outro serviço no Jacaré e em outro povoado, finado Zé Gama não deixou mais o seu Cláudio retornar a Viana e ele acabou ficando em Penalva, trouxe a família toda e todos consideram-se penalvenses de coração, inclusive Cláudio foi um grande sambista do Pau D’água ( o maior compositor do bloco ) hoje no comando do seu filho Gerson Serra. Gonçalves  mandou fazer o hino de Penalva, regravado posteriornente por Carlos Alberto de Sá Barros em estúdio profissional, com a ajuda de moradores que sabiam cantar com a mesma letra e melodia, já que a gravação original em compacto disco foi perdida no tempo por falta de zelo das autoridades e ficamos alguns anos sem a execução do nosso belo hino que teve a participação na letra de CICI Campos e Mariinha Sá, segundo uma fonte fidedigna, mas na ficha técnica do disco não foram citadas os nomes das coautoras, somente de José Arnold Pinto e música de Carlos Salomão Chaib ( supumos que as referidas professoras compuseram um texto com riqueza de detalhes e o autor redigiu até concluír o hino). Durante o seu mandato em 1974 o então governador Nunes Freire inaugurou o sistema de abastecimento de água ( CAEMA), colocou energia elétrica no Povoado Jacaré. E foi no seu segundo mandato que começou a construção da estrada ligando o povoado Santeiro à sede de Penalva, por determinação do governador Epitácio Cafeteira. Quando Zé chegava de São Luís tocando foguete na entrada da cidade, o povo já sabia que era o anúncio de alguma conquista para Penalva. Ajudou muita gente, conseguiu várias nomeaçãoes para professoras e amigos através do governador Nunes Freire, do qual desfrutava de grande amizade. José Gonçalves era um homem inteligente, sabia administrar. E depois de sua contribuição para o povo de Penalva, voltou para São Luís, exerceu o cargo de diretor financeiro da Caema, por último ocupando cargo comissionado na Secretaria da Fazenda. Foi o maior líder político de Penalva nas décadas de 1970/1980 e um dos melhores prefeitos da história política de Penalva.

A Professora Joseíla Parma e Silva Balby

Joseíla Parma e Silva Balby

Joseila Parma e Silva Balby, nasceu no dia O4/11/1937 em Penalva, na Baixada Maranhense e faleceu em 29/05/2019, filha de José Mariano Parma Silva (Nhozinho Parma) e Antônia Azevedo Silva. Foi criada com muito esmero sabendo respeitar os mais velhos e aos seus contemporâneos. As primeiras letras aprendeu em sua terra natal, pois, foi estudante do Instituto São José de Penalva, fundado em 1956 pelo padre João Batista Costa e suas irmãs Maria da Conceição Costa Campos e Teolinda Costa. Os padres que vinham para Penalva hospedavam-se na casa de Nhozinho Parma, era um homem bondoso, as professoras que vinham de São Luís para lecionar no J.J.Marques, costumavam lanchar no recreio nessa casa, como a professora Maria Rita e outras. A minha mãe Maria Lúcia na infância morou uns anos na casa dos pais de Joseila, primas legitimas e sempre foram muito unidas. Era uma casa grande, localizada no local onde hoje é a casa que pertenceu a finado Walter Sá.Quando eu era criança, estudei no “Grupo Escola Dr.J.J.Marques,” e sempre que podia ia por lá  chegando até ao quintal para comer carambola.

Mas o tempo passou até que ela teve que partir para São Luís para dar continuidade aos seus estudos. Foi quando então tornou-se estudante interna do Colégio Rosa Castro, sob muita austeridade. Depois estudou no Liceu.  E quando veio para Penalva com 2O anos de idade já normalista, foi contratada pelo Estado para ser Diretora e professora do CEFEM – foi durante 3O anos.Já no CEMA por 15 anos, com formação em Gestão Escolar, mas antes muito desse tempo ela fora efetivada no quadro de professores do Estado, dada a sua desenvoltura e o seu vasto conhecimento didático, já que nesse tempo não tinha concurso público, somente a partir da Constituição de 1988 que essa modalidade tornou-se obrigatória para poder ingressar no serviço público. Casou-se com o músico saxofonista profissional Renato Balby, pois tocava com partitura, com o qual teve dois filhos, Fábio e Maisa,cujos nomes rensultou numa aglutinação formando o nome da banda FAMA comandada pelo tecladista Fábio Balby. A professora Joseila ia além da sala de aula, tinha um espírito jovem. Em datas comemorativas, sempre promovia algo que retratasse a sua  importância, como no dia das mães, ensinava que deveríamos ser obedientes, até lembrei-me que me ensinou a declamar em sala de aula ” Meus Oito Anos” de Casemiro de Abreu. Era perfeccionista, se preocupava com bons resultados de seu trabalho como educadora. Data como 7 de setembro era muito envolvida de patriotismo, cujo desfile fazia gosto a gente participar de tanta  organização. Ela criou a dança portuguesa ” Charme de Portugal, com seus alunos e alunas, com uma indumentária de rico valor cultural aos moldes de Portugal e até as músicas enchiam de entusiasmo aos presentes nas apresentações seja movimentando o corpo ou meneado a cabeça num sinal que estava muito envolvente e bela a dança sob aplausos do público. Essa foi apenas uma síntese da mulher honesta, versátil, esposa e mãe exemplar que foi Joseíla. Deixou um grande legado ao setor educacional do município de Penalva e aos professores e alunos da atualidade.