
A minha pequena camisa de cambraia após ter sido lavada e passada delicadamente no ferro por minha mãe.
Não é tão fácil mensurar até onde chega à grandeza do amor materno numa dimensão que excede o entendimento humano.Mas tenho convicção que seria capaz de doar à sua própria vida pelo seu filho gerado no seu ventre durante 9 meses e, que ao nascer, com ternura é capaz de conhecer por meio do tom do choro, como se fosse uma nota musical a ser entendida o que o bebê nesse momento sente ou está precisando.E às noites insones, chovendo ou não vez em quando espiando no seu agasalho numa vigília até chegar o outro dia e, recomeçar logo cedo, com um banho orquestrado por um breve choro, para depois ficar cheiroso e ser prazeroso carregado por familiares e vizinhos por alguns minutos numa satisfatória demonstração de empatia e amizade ao ser que veio ao mundo.Essa pequena camisa, acima mostrada de tecido cambraia, assim como antigamente, ainda hoje é comum, foi essa que à minha mãe Maria Lúcia Simas Azevedo Cunha me vestiu pela primeira vez quando eu nasci.Confesso que fiquei tomado de alegria e muita emoção, pois, não sabia que ela tinha essa preciosidade para me mostrar depois de tantos anos, feita por Maria da Conceição Leite Simas ( Nhahá), tia da minha mãe, a qual apesar de ser uma eximia costureira, estava próxima de me dar à luz e não pôde fazê-la.

Ainda amassada dado ao tempo guardada.
Entretanto, a roupinha do bebê nesse tempo era confeccionada de feitio unissex, isto porque era emocionante esperá-lo nascer para ter à surpresa se seria homem ou mulher, já que nesse tempo não se poderia saber previamente o sexo, pois estávamos distantes da tecnologia, como ultrassom, etc.

Feita por Maria da Conceição Leite Simas tia da minha mãe que, aoesar de ser uma eximia costureira, estava próxima de me dar à luz
E assim os dias iam-se passando e a acomodação era em um berço de madeira simples e sem luxo feito pelo carpinteiro da cidade de madeira leve. E ainda vi o que fui colocado para dormir e descansar os braços da minha mãe – era numa altura aproximada de 1 metro com proteção nas laterais verticais separadas umas das outras para facilitar uma ventilação melhor e, também, ser retirado com mais facilidade quando fosse preciso. Esse berço ficava preservado para um outro filho que viesse a nascer depois usar e foi isso o que aconteceu.Contudo, vendo em casa o dia a dia de uma mãe, não é uma labuta comum.O dom de ser mãe é dádiva de Deus.Ah, na hora da aflição chamamos por ela e logo vem o consolo e um bom conselho.O amor de mãe transcende o imaginável.Deixo aqui mãe à minha mais profunda gratidão por tudo, pois não bastou ter crescido para sentir seu carinho nestas horas tão adultas.
.Te amo, minha mãe !
Feliz dia das mães.
James Azevedo Cunha
Boa tarde amigo James! Bem legal esse relato dessa camisa de cambraia feita pela tia de tua mãe com todo carinho e dedicação! Essa lembrança muito bem guarda vale ouro amigo!
Em tempo: Eu tenho uma filha poetisa James.