Eu nasci lá no baixão, numa casa de varanda e arvoredo, cidade lacustre do Maranhão, de campos verdosos, revoar de garças, Continue lendo
Da Voz São José para o rádio
Quando em Penalva ainda não contávamos com uma estação de rádio e nem com carros de som permanentes, no final da década anos 8O, iniciei o serviço de alto-falante, cujo nome fiz uma homenagem ao padroeiro da cidade: “Voz São José”. Eram 4 projetores potentes. E o estúdio ficava na casa dos meus pais na rua Dr.Djalma Marques, 417, com entretenimento, muita música, show de calouros, entrevistas e informações. Era tudo gratuito, feito com carinho. E desse tempo como registro, ficaram somente a história oral, avisos, feitos ainda em máquina de datilografia. Um deles foi o pedido do amigo secretário de administração na gestão da prefeita Derze Barros, o Antonio Barros, para que divulgasse notas de interesse local; outro, porém, foi um ofício de Nº. 3O/94 assinado pela então Juíza da nossa comarca, a Exma. Dra.Ermília dos Reis Ribeiro, em 22.08.1994, quando a mesma solicitou que eu divulgasse avisos importantes para a população.

Com o passar do tempo se aproximava a eleição, o penalvense Stélio Gama foi candidato a vereador, pediu que eu fizesse uma entrevista com ele, para esclarecer dúvidas aos ouvintes que estavam prestes a se aposentarem por contribuição, tempo de serviço, sindicato, etc, já que, até então, ele era funcionário do INSS licenciado. Pois bem, a entrevista segue, bom papo, lá chegou um oficial de Justiça, a mando do juiz Dr.José Gonçalo de Souza Filho, dizendo que, aquela entrevista, subtendia à uma propaganda política, embora não tivéssemos fugido uma só pergunta ou resposta que não fosse sobre o que fora anunciado. Mas, em obediência ao “Juiz”, encerramos a entrevista. Deu vontade de parar às nossas atividades, mas depois soube que foi uma denúncia anônima quando tive que me apresentar ao gabinete do Juiz Eleitoral. O fórum nesse tempo, funcionava onde é o prédio da câmara de vereadores.
Entretanto, Nos anos 96, chega a rádio Tarumã-FM, tendo como diretor Carlos Alberto de Sá Barros (Cabé), a convite do Dr.Lourival Gama para ser o diretor. Ele logo foi me visitar durante a programação, só lembro que ele colocava a mão em um dos lados dos ouvidos e pude perceber uma certa inquietação, enquanto eu não baixasse o volume do som do amplificador, mas disse que precisava falar comigo que eu o procurasse em sua residência.Fui ao local combinado e recebi o convite, para ser locutor de uma rádio que seria instalada em Penalva, mas eu teria que fazer um teste por meio da leitura de uma matéria do Jornal ” O Estado do MA”. E então fiz a leitura gravada para ser aprovado ou não, pois, não tive dificuldades, já que sabia usar o microfone, manter a respiração controlada, impostação de voz, palavras bem pronunciadas, certo que passei no teste. O texto, continha algumas palavras que precisavam de leves pausas para a boa compreensão do texto e não serem lidas de um só fôlego. Cabé era rigoroso, mania de perfeccionista e, não foi por acaso, que foi antes diretor da Rádio Educadora de São Luís-MA e, também, Rádio Universidade. Todavia, com os preparativos para a inauguração da emissora, tive que me afastar do Serviço de Alto-Falante.
A Rádio Tarumã-FM, inaugurou em 28.09.1996, na Ponta do Abelin, no Bairro São Pedro, nas proximidades das margens do Lago Cajari. Logo bem cedo, com uma espécie de mesa-redonda apresentada por Cabé, com membros do Clube de Mães Nossa Senhora da Conceição, Associação essa, atrelada à emissora, com Dona Clara Arouche, Maria Joaquina, Dr.Carlos Gama, Geane Gama e Padre Cordeiro. Nessa coletiva, foram discutidas políticas públicas que pudessem melhorar a nossa cidade em diversos setores da sociedade. O Pe. Cordeiro, como sempre, se sobressaiu na oratória e com boas ideias. Nada foi gravado, até porque não tínhamos recursos para isso. Os primeiros locutores fundadores, foram: James Cunha, Júlia Grabriela, Francisco Silva de Oliveira, Nilde Nabate e Marly Bahia. No dia seguinte, começava a programação diária. Eu apresentando o primeiro programa da Rádio, com o “Acorda Penalva” das 5h às 8h da manhã. E à tarde apresentava o “Canto Brasileiro”. Depois de um certo tempo, apresentei somente o Show da Manhã, sempre com excelente aceitação popular. Ainda tínhamos a programação das Igrejas. O Dr.Raimundo Balby foi convidado para apresentar “A música e os Músicos do Maranhão”, com muito sucesso, tendo na sonoplastia o Adelino Silva. Hoje, portanto, estamos diante da tecnologia visual (som e vídeo), livros físicos dividindo espaços com as publicações e leituras digitais, e-books, Podcast , inteligência artificial, tudo isso e muito mais viralizando com muita rapidez e, assim segue esse paradigma que não para mais, com seus benefícios e malefícios em nosso dia a dia, cabendo a cada um filtrar seus conteúdos com sabedoria aproveitando o que há de bom e deletar o prejudicial.O tempo não espera, passa!
“Ser ou Não Ser, Eis a Questão”
Muitos moradores que fixaram moradias inicialmente em Penalva não nasceram aqui, mas que vieram para cá atraídos pelo solo fértil e à procura de riquezas naturais, a exemplo dos nossos colonizadores portugueses.Os padres Jesuitas pertencentes à Companhia de Jesus estiveram na região a partir do século XVlll, inicialmente no São Brás até chegarem na boca do lago onde teve início a Vila de Penalva.

Vamos citar alguns fatos relacionados à história política de Penalva: O Cavour Rochandrade Maciel, nasceu em São Luiz Gonzaga no dia 30 de março de 1884, faleceu em São Luís no dia 12 de dezembro de 1965, aos 81 anos. Aportou em Penalva na sua mocidade como telegrafista e chefe da Agência Telegráfica. Na época ficava localizada onde hoje pertence a Colônia de Pescadores Z–23. Foi prefeito, homem caridoso a ponta de sair de casa durante o dia para ajudar aos mais necessitados; outras vezes, saía à noite com uma lamparina a querosene conduzindo remédios básicos em seus bolsos e aplicando injeção a quem precisava realizando sozinho uma grande obra filantrópica.Era o único farmacêutico da cidade.Foi um homem pobre e o dinheiro que recebia de sua aposentadoria dividia com os mais desamparados; foi um homem santo, exemplar chefe de família. O José Luis Marques foi um exímio farmacêutico, prefeito de Penalva, teve essa mesma empatia para com o nosso povo, filho do médico penalvense Dr. Djalma Marques, nome esse que exalta Penalva no Maranhão por ter seu nome dado ao maior e melhor hospital público do nosso estado ( Socorrão). .Roberto Mendes, apesar de não ter nascido aqui, é filho do empresário penalvense Jorge Mendes e neto do Bento Mendes, porém, tem raízes profundas no solo penalvense.José Duarte Gonçalves, natural de São Luís, foi prefeito por duas vezes e durante o seu governo a cidade teve relevante progresso.Trouxe o Hospital Jesus de Nazaré, Caema, fez o calçamento das principais ruas do centro da cidade e conseguiu muitas nomeações para diversas professoras junto ao então governador do Estado Nunes Freire, do qual usufruia de grande amizade, além de outras conquistas para Penalva de muita valia.

A história política de Penalva, não foi feita somente por pessoas que nasceram nesta cidade, mas, também, por muitos que caíram na simpatia popular e deixaram seus legados como legítimos filhos de Penalva. Alguns prefeitos eleitos pelo povo que não nasceram em Penalva: Roberto Mendes(1993-1996); Cavour Maciel (1956-1960); Zé Gonçalves (1973-1976); Zé Gonçalves (1983-1988); Vale ressaltar que, teve também, vereadores eleitos pelo povo que não nasceram aqui, como: José Gonçalves, Zé Maia, Tomaz de Aquino, Doroteu Ricardo Viegas, Edgerson Brito, Mairi Gonçalves, Abimael Lopes, Natália Rodrigues, Silvano Sousa, Samuel Veloso, Natália Rodrigues, Pierre Teixeira ( veio muito jovem para Penalva), Luara Roberta, além de outros. Luana da Colônia atual vereadora vem fazendo a diferença, voltada para o social, foi a mais votada na última eleição com 900 votos.Conseguiu para o deputado Federal Wolmer Araújo, 1289 votos e foi reeleita em 2024, tendo sido a mais votada em duas eleições consecutivas para vereadora.É a atual presidente da Câmara Municipal de Penalva, pessoa de notável popularidade e de um prestígio invejável junto à população penalvense.
” Eleição a gente ganha, depois da contagem dos votos” sempre diz Luana desprovida de qualquer vaidade. Etretanto, chamá-los de forasteiros, paraquedistas, seria externar ódio, usar termos pejorativos preconceituosos, que não cabem mais em nosso contexto social.E basta percorrermos aos anais da história política do Maranhão, lembraremos do paraibano Epitácio Cafeteira que adotou São Luís, foi prefeito, governador e ajudou muito o nosso Estado a crescer.0 cearense Jackson Lago foi prefeito de São Luís e governador. José Sarney foi político no Maranhão, Macapá e chegou até à presidência do Brasil.Alguém os chamaram de forasteiros? Não!
O Luiz Henrique Alves Guerra, conhecido como “Guerra”, natural de Recife (PE), mas há bastante tempo radicado no Maranhão, homem de visão futurista, inteligente, sabe administrar, há mais de 7 anos ao lado do ex-prefeito Ronildo Campos somou nos bastidores com suas experiências unindo o útil ao agradável.E colocou o seu nome a prefeito de Penalva nas eleições de 2024, foi eleito com grande aceitação do povo penalvense.E hoje, vem realizando um trabalho extraordinário, contrariando seus adversários políticos que vem torcendo em desfavor de Penalva e das obras realizadas no município” Vou continuar trabalhando com a mesma disposição e coragem por uma Penalva cada vez melhor” disse Guerra.
Ademais, poderemos citar também exímios sacerdotes da história religiosa do nosso passado, como os padres Batista e Cordeiro, os quais não nasceram aqui, mas evangelizaram como verdadeiros desbravadores fomentando a fé do nosso povo. Temos atuais pastores evangélicos que não nasceram também aqui; já no ramo empresarial, temos o Borel, natural de Matinha, escolheu Penalva para montar seu negócio ( farmácia ) e morar.O empresário José de Ribamar Teles Garros, natural de Vitória do Mearim, hoje administra a maior estrutura farmacêutica do município e emprega pessoas de Penalva. A recém inaugurada Mais Farma, cujo proprietário é de Miranda do Norte, O Sacolão Pague Menos (paraibano) , tanto emprega quanto ajuda a girar a nossa aconomia. O Bebeco, natural de Viana, também encontra-se estabelecido aqui, ainda de Viana, o R B Lima de Heriivelton Lima, o Lojão Top 20 do paraibano Sebastião ( Bastião),Real Varieades, de Zé Calado da Paraíba, donos de dezenas de óticas e consultórios odontológicos apostaram em nossa economia e estão inovando com seus serviços oferecidos à nossa população; o senhor Marcelo, natural de Arapiraca, Alagoas, investiu aqui no ramo imobiliário comprando uma boa área na entrada da cidade e encontra-se loteando terrenos no RESIDENCIAL PORTAL DE PENALVA, já em fase bem adiantada na estruturação, área ventilada, local de boas águas subterrâneas para escavação de poços artesianos e, ainda oferecendo lotes, cujas parcelas cabem em suas economias a partir de R$ 299,00 ligue: ( 82) 996274407 e garanta seu terreno; proprietários de muitas lojas como o Paraiba, Casas Sampaio, Eletrolar, Nordestina, Eletromóveis Jesus, Magazine Vianense, Loja Manáh, A Credicampos Móveis, A Retifica de propriedade de Léo oriundo de São Luís, todas de empresários de outros lugares, mas que, também, estão gerando empregos para os penalvenses; o locutor Diassis, chegou aqui trabalhando num circo, tive o prazer de entrevistá-lo na Rádio Tarumã-FM, acabou gostando da cidade e ficou permanecendo até hoje como o locutor de carro automotivo preferido da classe empresarial para fazer seus anúncios, e de festas, utilidade pública, etc. Portanto, a globalização e as nossas Leis, não impedem ninguém do direito de ir e vir, montar negócios ou candidatar-se em qualquer estado brasileiro, uma vez em dia com as suas obrigações eleitorais. Os concursos públicos, dão direito a qualquer pessoa de se inscrever e morar em qualquer parte do pais. E temos muitos eleitores que não nasceram em Penalva, mas que votam na 45ª Zona Eleitoral, pessoas de outros lugares que aqui fizeram concursos, passaram e que estão aqui convivendo conosco. Portanto, nascer aqui ou não, tanto faz.Pois, penalvense é quem mora aqui e pai é o que cria e filho é o que ama, cuida e honra!