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Liberdade
A História do Moto Club de Sâo Luis-MA

Moto Club: 85 anos de existência.
O Papão é o único time maranhense a conquistar sete títulos seguidos do Campeonato Maranhense
O time participou por 11 vezes da principal divisão do futebol brasileiro.
Fundado no dia 13 de setembro de 1937, o Moto Club, completa nesta terça-feira (13/5), 85 anos de existência. Inicialmente, o objetivo era desenvolver as modalidades de motociclismo e ciclismo, atividades bastante apreciadas pela juventude maranhense naquela época, daí o primeiro nome ter sido Ciclo Moto de São Luís.
A reunião que determinou a criação da associação, aconteceu na Rua da Paz, 568, onde por muito tempo morou César Alexandre Aboud, o homem que criou o Departamento de Futebol motense e mudou o objetivo da agremiação, conta o pesquisador Manoel Martins.
O Moto Club orgulhosamente é o único time maranhense a conquistar sete títulos( heptacampeão ) seguidos do Campeonato Maranhense de Futebol Profissional, entre 1944 e 1950. Participou por 11 vezes da principal divisão do Campeonato Brasileiro (1960,1961, 1967,1968, 1973, 1975, 1978,1979, 1982 e 1984), inclusive a antiga Taça Brasil, e a Copa do Brasil.
Até o momento, o Moto conquistou 26 títulos estaduais: 1944, 1945, 1946, 1947, 1948, 1949, 1950, 1955, 1959, 1960, 1966, 1967, 1968, 1974, 1977, 1981, 1982, 1983, 1989, 2000, 2001, 2004, 2006, 2008, 2016 2018.
No dia 11.12.48, ocorreu a primeira grande conquista sobre o velho rival: Moto 5 x 2 Sampaio, resultado que deu ao time motense o título de pentacampeão maranhense. Rui, Santiago e Carapuça. Laerte, Jejeca e Dengoso; Galego, Tidão e Batistão; Ananias e Zé Pequeno foi a onzena utilizada pelo Papão.
Na década de 60, dos dez campeonatos disputados, o Moto venceu quatro, sendo que três consecutivos: 1966,1967,1968. O primeiro uniforme adotado pelo Moto Club tinha cores branca e verde. Com a criação do departamento de futebol, em 1939, Aboud torna-se presidente do Moto Clube de São Luís, tendo sido seu presidente por 15 anos. Procedeu à mudanças no clube, começando pela camisa, que mudou a cor, de verde e branca para vermelha e preta por causa do Flamengo, pois, era flamenguista de carteirinha. E Reestruturou o clube, ampliou o quadro associativo, criou os departamento de Voleibol, e Basquetebol.
Sob sua gestão o Moto Clube viveu um período de muitas vitórias, sobretudo o campeonato maranhense de 1944, 1945 e 1946.
O apelido de Papão do Norte surgiu em 1948, quando o Moto Club conquistou a Copa dos Campeões do Norte e venceu em Belém o Paysandu e o Fortaleza em São Luís. Há uma segunda versão que faz referência a 1946, quando o Moto cedeu basicamente toda a base da Seleção Maranhense que chegou à semifinal do Campeonato Brasileiro de Seleções.
Até a década de 60 o Maranhão fazia parte da então região geográfica do Meio Norte. Em 1968 o Rubro-Negro maranhense reafirmou o título de Papão do Norte, ao vencer, pela segunda vez, o Torneio Campeão dos Campeões do Norte.
No Brasileiro, foram onze classificações de fases, em 1982, 1987; 1989; 1990; 1993; 1994; 1996; 1998; 1999; 2000, com destaque para a campanha de 1990, quando ficou na oitava posição entre todos os concorrentes.
Moto Club é um clube esportivo brasileiro da cidade de São Luís do Maranhão. Fundado em 13 de setembro de 1937, é um dos maiores e mais populares clubes do Estado do Maranhão. Sua sede está situada em São José de Ribamar, município da Região Metropolitana da capital maranhense. Suas cores são o vermelho e o preto, e o seu mascote é o bicho papão, que lhe rendeu o apelido de Papão do Norte. Costuma mandar seus jogos no Estádio Nhozinho Santos. Seu maior adversário é o Sampaio Corrêa.Sobre grades atletas que brilharam no Dragão da Fabril, destacamos o Zé Branco, o penalvense Maduro e muitos jogadores.habilidosos.
Fonte: Neres Pinto
A Eleição Conturbada de Cavour Rochandrade Maciel

Cavour Rochandrade Maciel
No dia 3 de outubro de 1955, Cavour enfrenta Aquino Mendes nas urnas e saiu vitorioso, mas não pôde logo assumir. E na instalação da Câmara Municipal para o quadriênio 1956/1960, contou com os seguintes vereadores eleitos:José Lemos da Costa ( Zé Serejo), José de Sá Leite ( Zezico), Antônio Mendes, Faustino Aires, Conceição Lobato (curandeiro), Cosmo Dequeixes, Vitorino Campos, Adney Maciel ( filho de Cavour) e Osiel Matos.E para os trabalhos da mesa diretora foi indicado por seus pares o vereador José Lemos da Costa e, devido aos conflitos existentes entre essas duas correntes políticas, o Presidente da Câmara recém empossado, renunciou ao posto, assumindo em seu lugar o vice Antônio Mendes que, diante da vacância, do cargo de prefeito, assumiu as rédeas da administração municipal durante o ano de 1956 e parte de 1957, período correspondente à tramitação e julgamento do recurso impetrado junto ao TRE por seu adversário no pleito de 3.10.55, Aquino Mendes, alegando fraude na 12ª seção do povoado Santo Antônio que após uma revisão da Justiça eleitoral em 16.10.56, houve fraude escancarado , apelando, ainda, para a anulação de outras seções que após julgado em transitado pela justiça, Cavour venceu com uma diferença de 140 votos.E quando chegou a ordem do Presidente do Tribunal Eleitoral ao Juiz de Direito da Comarca Nirond Jansen Pereira para dar posse ao prefeito eleito aconteceu que o Sr. Antonio Mendes, estrategicamente sumiu da cidade com a chave e os livros da Prefeitura; pressionado pelos opositores, o Juiz de Direito Nirond Jansen Pereira, dificultava as negociações obedecendo às orientações vitorinistas, alegando que não poderia dar posse ao novo mandatário, sem a presença do desaparecido prefeito em exercício Antônio Mendes.

Caligrafia de Cavour afixada na capela de cemitério a uma comadre e amiga falecida em Penalva. Foto cedida por Elisa Muniz
Entretanto, nessa época chegam a Penalva os Deputados José Sarney e José Mário de Araújo que, hospedados na casa de Cavour e permaneceram na cidade durante uma semana à espera da decisão Judicial.O Dr. Nirond Jansen Pereira continuava irredutível na questão de dar posse ao Cavour, mas se o tribunal autorizasse o arrombamento da Prefeitura mediante a vinda de reforço policial, seria mais seguro.Foi solicitado o reforço policial, aumentando, assim, o clima de tensão e o nervosismo generalizado que tomou de conta da cidade que ficou sob a custódia de um enorme aparato policial.O Presidente do TRE , que era pai do então deputado José Sarney, autorizou por fim, o arrombamento da prefeitura com descarga barulhenta de fuzis no portão de entrada reverberando em toda cidade, pelo Capitão Bartolomeu e seus comandados, também já com aceitação do Dr. Nirond Jansen Pereira que, em seguida deu posse ao novo Prefeito Cavour Rochandrade.Ao assumir, o primeiro ato de Rochandrade foi nomear uma comissão para levantar os bens encontrados na prefeitura.Cavour Maciel tem o seu nome dado a uma rua aqui em Penalva merecidamente. Foi um homem santo, e ainda dividia o que tinha com os pobres, peregrinando por toda cidade, levando remédios, aplicando injeção aos pobres que precisavam. Morava onde hoje em dia é a casa paroquial.

Nesso local hoje é o Hotel São José construído muito depois da mudança da Igreja para outro local.
Para o seu tempo, foi um bom prefeito, interessado em resolver os problemas da cidade, com poucos recursos, pedia constantemente verbas federais para realizar importantes obras para Penalva naquele momento, como a abertura de um canal no Tramaúba e a construção de uma barragem no Araçatuba entre Penalva e Viana, além de outras tão sonhadas realizações.
” Foi o homem mais honesto e humanitário que encontrei até hoje” citou Bento Mendes em seu livro famoso ” Terra Batida ‘.
Vereadora Luana da Colônia Z-23 se destaca em popularidade na cidade de Penalva-MA
A história política de Penalva , não foi feita somente por pessoas que nasceram nesta cidade, mas também, por muitos que ganharam simpatia popular e que tiveram comprometimento com o povo baixadeiro e deixaram seus legados como legítimos filhos de Penalva. Alguns prefeitos eleitos pelo povo que não nasceram em Penalva: Roberto Mendes(1993-1996); Cavour Maciel (1956-1960); Zé Gonçalves (1973-1976); Zé Gonçalves (1983-1988); Vale ressaltar que, teve também, vereadores eleitos pelo povo que também não nasceram neste lugar, como: Zé Gonçalves( foi vereador e presidente da Câmara em 1972), Zé Maia, Tomaz de Aquino, Doroteu Ricardo Viegas, Edgerson Brito, Mairi Gonçalves, Abimael Lopes, Natália Rodrigues, Silvano Sousa, Zé Gonçalves, Samuel Veloso, Natália Rodrigues, Pierre Teixeira ( veio na sua infância para Penalva) , além de outros. Chamá-los de forasteiros, paraquedistas, seria externar ódio, usar termos pejorativos, preconceituosos, que não cabem mais em nosso contexto social; basta percorrermos aos anais da história política do Maranhão, lembraremos do paraibano Epitácio Cafeteira que adotou São Luís, foi prefeito, governador e ajudou muito o Maranhão a crescer.

Citaremos, também, o cearense Jackson Lago, o qual foi também prefeito de São Luís e governador, além de outros que deram sua parcela de contribuição em favor do nosso Estado. E, no mais, mencionaremos José Sarney, filho dos campos inundáveis da Baixada Maranhense, muito influente, foi político no Maranhão, Macapá, chegando a ser presidente da República, dada a morte de Tancredo Neves, em 21 de abril de 1985, do qual foi vice. Portanto, nenhuma pessoa tem o poder de escolher a cidade onde vai nascer, crescer, constituir família, trabalhar ou ser alguma autoridade. E somente Deus, poderá traçar nossos desígnios e missões para que cumpramos aqui na terra. Não depende literalmente de nós. Zé Gonçalves natural de São Luís, chegou em Penalva para ser gerente da agência de exportação de babaçu do Bento Mendes a convite do seu amigo Jorge Mendes( filho de Bento) e depois da exportadora (Oleama), a qual funcionava no prédio hoje pertencente a Gerval Gonçalves no centro de Penalva. Amou a cidade, pelo seu trabalho e dedicação para com a nossa cidade, logo ganhou um bom círculo de seguidores e categoricamente enveredou pela política. Foi vereador e prefeito por dois mandatos. Foi o melhor até à sua época. Com grande prestígio com o governador Nunes Freire, trouxe inúmeras obras de valia para Penalva, como Hospital Jesus de Nazaré, Caema, deu início ao calçamento de ruas, etc.
Luana Alves de Morais, mais conhecida como Luana da colônia, nasceu no dia 03/01/86, é formada em administração, mulher destemida e vencedora.
Em 2018 de rápido destino, foi presidir interinamente a Colônia de Pescadores Z-23 em Penalva, até que fosse realizada uma eleição porque a colônia estava com algumas irregularidades no corpo administrativo. Ela Trabalhou arduamente, conseguiu reestruturar a parte burocrática da entidade, teve apreço popular, carismática, candidatou-se já por duas vezes, chapa única, tendo na última eleição conseguido 1.257 votos válidos dos pescadores e pescadoras. E por reconhecimento de seus serviços prestados recebeu o título de cidadã penalvense em 2019, outorgado pela Câmara Municipal. Em 2020, motivada por amigos, partiu para uma candidatura a vereadora e surpreendeu a classe política com 900 votos, tendo sido a mais votada. Já na eleição para deputado, em 2022 conseguiu os seguintes números: deputado federal Wolmer Araújo -1.289 votos e estadual Edson Araújo -1.019 votos.
Esses números mostram que seu eleitorado só vem crescendo a cada eleição.Voltada ao social, realiza o Sopão da Luana, em diversas localidades do município, bem como suas inúmeras ações solidárias, como pelo natal, páscoa, dia das mães. E outras ações humanitárias que ela faz em favor de pessoas que visitam sua casa, sempre carinhosamente recebendo a todos independente da sigla partidária.Hoje, ela desfruta de uma admiração e um prestígio invejável junto à comunidade penalvense.É pré-candidata (reeleição) ao Legislativo penalvense.
Reminiscências Juninas

Boi Brlho de Penalva 2024
A manifestação de cunho popular que mais me fascina e encanta, indubitavelmente é a festa de São João. E nem mesmo o contagiante carnaval com a sua luxúria na passarela, não compatibilizo com o riquíssimo trabalho bordado no lombo de um boi, como imagem de Santo, estrela, flor, em formas diversificadas, constituindo-se em uma autêntica obra de arte e beleza; isso, porém, sem deixar a par, os cantadores expressando as suas toadas ao som das matracas trabalhadas no repente de suas inspirações; os tambores rústicos cobertos com pele de cobras; os cazumbás (no Maranhão e mais usado cazumbas sem o acento) e suas caretas de formas animalescas ou de pura imaginação do artesão ; os vaqueiros e seus gingados engraçados na roda do boi.Ademais, o folguedo em seu universo representativo.
Tenho saudades da minha Penalva, de quando eu me levantava pelas madrugadas mui empolgado, para ver um boi brincando em meio a explosão de bombas, cheiro de tangerina e muita cachaça jatobá. Lembro-me das noites enluaradas e quanto romantismo, naquelas noitadas enluaradas, vendo uma quadrilha passando na minha rua, animadas por foguetes e cantorias queixosas a São João, dada à ausência de um amor que naquelas alturas não aparecera.” Meu São João eu não, meu São eu não eu tenho alegria, só porque não vem, só porque não vem quem tanto eu queria”. Era mágico um balão enorme subindo como promessa de algum devoto. E, tantas fogueiras nas ruas, tradicionalmente no dia do santo festejado, em uma festa por excelência repleta de sincretismo religioso. E, assim, à noite passara depressa.Pela manhã, sol lindo, céu azul, lua pálida no firmamento, o boi partira para outro local, ficando alguns participantes dormindo pelas calçadas, ora de sono, ora mesmo de embriaguez.No areial frio e umedecido pelo orvalho, cintilavam miçangas e canutilhos que, eu catava-os, para bordar o lombo do meu boizinho imaginário.
Aí, então, era o fim do São João, sem mais tabuleiros contendo laranjas e doces, sem banca de caipira, senão resquícios pelo chão e na minha memória. No arvoredo da minha casa os bem-te-vis em delírio cantavam, enquanto a minha mãe varria o quintal e eu idealizava as minhas ilusões em uma manhã impregnadas de essências e dos sonhos pueris. Lindas manhãs da minha vida já se foram, deixando muita saudade.
A festa do Bumba Meu Boi do Maranhão, é muito amada pelo povo e muito envolvente.E, mesmo com sotaques diferentes, não perde a sua identidade de ser a maior festa popular do estado: Matraca, Zabumba,Orquestra, Baixada e Costa-de-Mão. O sotaque da baixada, traz singularidades estéticas nas vestimentas e nos instrumentos utilizados por seus brincantes.Matracas, tambores,etc. As vestes são padronizadas, com delicada costura cheias de brilho e notável singeleza,somam-se aos chapéus de penas cujo tamanho reflete a imponência de um legado histórico. Contudo, o nosso sotaque tem suas peculiaridades: a forma dos timbres sonoros é heterogênea, devido ao trato com os instrumento, por vezes fabricados artesanalmente com pele de animais e aquecidos ao redor de fogueiras, uma espécie de afinação, até chegar na sonoridade almejada.
Contudo, o bumba boi do Maranhão, é uma festa que,durante o mês de junho, muda a vida dos maranhenses, encanta turistas, fazendo jus ao ser reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Viva São João!
O Meu Mestre João Fonseca
Quando ainda jovem, nos idos dos anos 70, estudante do Ginásio Celso Magalhães,em Penalva, o meu pai conversou com o então ourives, o Sr. João Amado Nunes Fonseca, para me ensinar o ofício de ourives/relojoeiro. E, aos poucos, fui aprendendo a manusear os laminadores, as ferramentas da oficina,como soldar, consertar relógios, fazer joias, etc. O meu mestre, João Fonseca, além de ourives, foi vereador em quatro legislaturas, também tendo sido vice-prefeito no segundo mandato do ex-prefeito José Duarte Gonçalves (1983-1988). Lembro-me que, quando em vida, ele tinha como tradição, soltar balão no dia 24 de junho de cada ano, em frente à sua residência. Confira em vídeo publicado neste blog.
Na oficina , porém, fui um discípulo assíduo, mas, não pude concluir o aprendizado, em razão de anos depois, eu ter que partir para São Luís com o objetivo de estudar e trabalhar. Lembro-me das muitas vezes em que derretíamos ouro, o qual ficava tão resplandescente e de uma beleza incomum.Feito isso, o mesmo era colocado na água para esfriar e ser prensado no laminador com o objetivo de ficar maleável ou dúctil, conforme o desejado.
Eu tinha muita curiosidade pelos relógios de algibeira e de parede, pois seus maquinários eram mecânicos e manuais que precisavam de darmos corda todos os dias para girar suas engrenagens.Todavia, esses relógios tinham várias marcas famosas,como: Seiko 5, Cartier, Rolex, Mondaine ,Oriente, Ômega, Lanco, Omodox, Mido, além de outras marcas. A história da Oficina,começou com o Sr. Raimundo Pascoal Fonseca(Mundoca Ourives, pai de Joao Fonseca), na Praça de São Benedito. Era uma casa grande,hoje um terreno vazio em frente ao Posto de Gasolina, tendo como ourives,João Fonseca, Elziney Fonseca, Tanzan, Zeilson, Carlos Leão, Haroldo Cunha, Joca Cunha e outros. O meu pai, Arnaldo Cunha, também aprendeu o ofício e morava na casa das Mendonça, suas tias legítimas no Catumbi. E muitos Netos e bisnetos dos Fonseca, seguiram essa profissão. O Mundoca, era Esotérico, muito conhecido na circunvizinhança de Penalva. Foi um exímio ourives.Ele fazia reuniões espíritas com Edilson Couto, Justo, além de outros que eram filiados no “Círculo Esotérico de São Paulo da Comunhão do Pensamento das Ciências Ocultas.” dizia ele me mostrando seus livros, tendo até uma bola de cristal para realização de seus trabalhos secretos e era vidente.
Depois de muitos anos, eles mudaram a oficina para a casa de Joao Fonseca na rua Celso magalhaes e, muito tempo depois, com a morte de do Sr. João Fonseca em 14.08.98, Elziney passou a comandar a oficina até 03.07.2017, quando veio a falecer. Ele era brincalhão, foi um entusiasta componente do bloco Magníficos, fervoroso torcedor do Flamengo e amante de uma boa seresta.
Hoje, a oficina é representada com dedicação, por Elziney Serra Fonseca Júnior (Júnior de Elziney), mantendo a tradição dos Foncesa ( ouvires), na Rua Dr.Djalma Marques, fazendo joias, consertando relógios, fazendo cópias de chaves, venda de relógios, armação de óculos e muitos outros serviços da sua profissão. Fone para contato: (98) 985093871
A história de Luana Alves de Morais (Luana da Colônia)
A história de vida de Luana, foi marcada por muitas dificuldades e desafios. Nasceu em Uruçuí no Piauí, em 03.01.86, cidade essa que faz divisa com São Domingos do Azeitão, a mais próxima que dispunha de recursos para que sua mãe pudesse lhe dar a luz, já que nessa época, sua cidade não tinha um hospital. Filha de lavradores, Raimundo Pinto de Morais e Rita Martins de Morais, filha caçula de uma prole de 12 irmãos, todos ainda vivos. Aprendeu as primeiras letras em sua terra natal até aos dezessete anos, quando partiu para São Luis em busca de melhores oportunidades, como,estudar e trabalhar.Estudou em escola pública até completar o ensino médio.Ingressou na Faculdade em 2006, onde formou-se em administração em 2009. Continue lendo
Cantiga Ocidental
Eu nasci lá no baixão, numa casa de varanda e arvoredo, cidade lacustre do Maranhão, de campos verdosos, revoar de garças, Continue lendo
Da Voz São José para o rádio
Quando em Penalva ainda não contávamos com uma estação de rádio e nem com carros de som permanentes, no final da década anos 8O, iniciei o serviço de alto-falante, cujo nome fiz uma homenagem ao padroeiro da cidade: “Voz São José”. Eram 4 projetores potentes. E o estúdio ficava na casa dos meus pais na rua Dr.Djalma Marques, 417, com entretenimento, muita música, show de calouros, entrevistas e informações. Era tudo gratuito, feito com carinho. E desse tempo como registro, ficaram somente a história oral, avisos, feitos ainda em máquina de datilografia. Um deles foi o pedido do amigo secretário de administração na gestão da prefeita Derze Barros, o Antonio Barros, para que divulgasse notas de interesse local; outro, porém, foi um ofício de Nº. 3O/94 assinado pela então Juíza da nossa comarca, a Exma. Dra.Ermília dos Reis Ribeiro, em 22.08.1994, quando a mesma solicitou que eu divulgasse avisos importantes para a população.

Com o passar do tempo se aproximava a eleição, o penalvense Stélio Gama foi candidato a vereador, pediu que eu fizesse uma entrevista com ele, para esclarecer dúvidas aos ouvintes que estavam prestes a se aposentarem por contribuição, tempo de serviço, sindicato, etc, já que, até então, ele era funcionário do INSS licenciado. Pois bem, a entrevista segue, bom papo, lá chegou um oficial de Justiça, a mando do juiz Dr.José Gonçalo de Souza Filho, dizendo que, aquela entrevista, subtendia à uma propaganda política, embora não tivéssemos fugido uma só pergunta ou resposta que não fosse sobre o que fora anunciado. Mas, em obediência ao “Juiz”, encerramos a entrevista. Deu vontade de parar às nossas atividades, mas depois soube que foi uma denúncia anônima quando tive que me apresentar ao gabinete do Juiz Eleitoral. O fórum nesse tempo, funcionava onde é o prédio da câmara de vereadores.
Entretanto, Nos anos 96, chega a rádio Tarumã-FM, tendo como diretor Carlos Alberto de Sá Barros (Cabé), a convite do Dr.Lourival Gama para ser o diretor. Ele logo foi me visitar durante a programação, só lembro que ele colocava a mão em um dos lados dos ouvidos e pude perceber uma certa inquietação, enquanto eu não baixasse o volume do som do amplificador, mas disse que precisava falar comigo que eu o procurasse em sua residência.Fui ao local combinado e recebi o convite, para ser locutor de uma rádio que seria instalada em Penalva, mas eu teria que fazer um teste por meio da leitura de uma matéria do Jornal ” O Estado do MA”. E então fiz a leitura gravada para ser aprovado ou não, pois, não tive dificuldades, já que sabia usar o microfone, manter a respiração controlada, impostação de voz, palavras bem pronunciadas, certo que passei no teste. O texto, continha algumas palavras que precisavam de leves pausas para a boa compreensão do texto e não serem lidas de um só fôlego. Cabé era rigoroso, mania de perfeccionista e, não foi por acaso, que foi antes diretor da Rádio Educadora de São Luís-MA e, também, Rádio Universidade. Todavia, com os preparativos para a inauguração da emissora, tive que me afastar do Serviço de Alto-Falante.
A Rádio Tarumã-FM, inaugurou em 28.09.1996, na Ponta do Abelin, no Bairro São Pedro, nas proximidades das margens do Lago Cajari. Logo bem cedo, com uma espécie de mesa-redonda apresentada por Cabé, com membros do Clube de Mães Nossa Senhora da Conceição, Associação essa, atrelada à emissora, com Dona Clara Arouche, Maria Joaquina, Dr.Carlos Gama, Geane Gama e Padre Cordeiro. Nessa coletiva, foram discutidas políticas públicas que pudessem melhorar a nossa cidade em diversos setores da sociedade. O Pe. Cordeiro, como sempre, se sobressaiu na oratória e com boas ideias. Nada foi gravado, até porque não tínhamos recursos para isso. Os primeiros locutores fundadores, foram: James Cunha, Júlia Grabriela, Francisco Silva de Oliveira, Nilde Nabate e Marly Bahia. No dia seguinte, começava a programação diária. Eu apresentando o primeiro programa da Rádio, com o “Acorda Penalva” das 5h às 8h da manhã. E à tarde apresentava o “Canto Brasileiro”. Depois de um certo tempo, apresentei somente o Show da Manhã, sempre com excelente aceitação popular. Ainda tínhamos a programação das Igrejas. O Dr.Raimundo Balby foi convidado para apresentar “A música e os Músicos do Maranhão”, com muito sucesso, tendo na sonoplastia o Adelino Silva. Hoje, portanto, estamos diante da tecnologia visual (som e vídeo), livros físicos dividindo espaços com as publicações e leituras digitais, e-books, Podcast , inteligência artificial, tudo isso e muito mais viralizando com muita rapidez e, assim segue esse paradigma que não para mais, com seus benefícios e malefícios em nosso dia a dia, cabendo a cada um filtrar seus conteúdos com sabedoria aproveitando o que há de bom e deletar o prejudicial.O tempo não espera, passa!
